Missão Empresarial: abrindo a porta para a igreja brasileira, empresas e empresários em missões pioneiras.

A trilha já sedimentada do movimento de missões modernas é o caminho do obreiro sustentado. Com frequência ouvimos testemunhos inspiradores de cristãos zelosos que “abriram mão” de seu emprego secular para ingressar em missões em “tempo integral”. O missionário profissional com um diploma do Seminário e treinamento técnico em desenvolvimento é a síntese de uma estratégia de missões bem sucedida. Ele também é o ícone espiritual da igreja, apresentado como um exemplo de quem está disposto a pagar o preço e como um modelo de espiritualidade. Entretanto, na história da igreja, o missionário profissional é um fenômeno recente. Durante os primeiros quatrocentos anos de sua existência, a Igreja passou de uma obscura seita religiosa do judaísmo à influência religiosa dominante no mundo, principalmente por meio de pessoas que viveram sua fé em sua atividade profissional.

Na verdade não existe divisão entre sagrado e secular, exceto pela que criamos. E é por isso que a separação dos papéis legítimos e de funções da vida humana entre o sagrado e o secular causa danos incalculáveis às nossas vidas, individualmente, e à causa de Cristo. Pessoas santas devem parar de ingressar na “obra da igreja” como resultado do curso natural de suas ações e assumir funções santas no campo, na industria, no direito, na educação, no sistema financeiro e no jornalismo.

Não há limites para o formato que uma Companhia da Grande Comissão pode ter. Não obstante, há algumas características básicas que todas elas têm em comum, que nos permitem definir uma Companhia da Grande Comissão como um “negócio lucrativo, com responsabilidade social, administrado por profissionais do Reino e criado com o propósito específico de glorificar a Deus e promover o crescimento e multiplicação de igrejas locais nas partes menos evangelizadas e menos desenvolvidas do mundo.”